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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Saga Percy Jackson e os Olimpianos - Volume 3 - A Maldição do Titã


 Saga: Percy Jackson e os Olimpianos -  Volume 3 - A Maldição do Titã

Autor: Rick Riordan

Editora Intrínseca

Páginas: 336


Prosseguindo com mais um livro da saga, neste terceiro título temos nossos meio-sangues em mais uma missão, Grover o sátiro, encontra dois novos e poderosos semideuses e Percy, Annabeth e Thalia partem em busca dos mesmos, mal eles suspeitavam que junto deles uma nova profecia iria ser revelada, um monstro ancestral foi despertado e juntos terão que buscar a deusa acorrentada, a única capaz de caçá-lo.


Como já é de costume, neste livro temos novos personagens, além dos irmãos Di Angelo e a estreia da filha de Zeus Thalia que havia sido transformada em pinheiro, temos também Zoë e as caçadoras de Ártemis, um grupo composto exclusivamente de donzelas guerreiras discípulas da deusa Ártemis, assim temos dois grupos distintos trabalhando juntos, as caçadoras e os semideuses do acampamento meio-sangue, unidos para cumprir a profecia.


Assim como os demais livros temos aquela grande dose de aventuras com uma pitada de comédia, somos apresentados a novos deuses, e até mesmo titãs, e temos mais contato com suas personalidades e seu envolvimento com os meio-sangues. 


Vemos também o conceito "Girl Power" nesta obra bem enfatizado, Percy é de certa forma deixado de lado e não só Thalia e Annabeth como as caçadoras e as deusas têm um foco maior demonstrando como são incrivelmente poderosas e habilidosas e de forma alguma ficam atrás dos demais personagens masculinos.


A história é emocionante e divertida e faz você se apegar a cada personagem apresentado como se ele fosse um velho amigo, sentimos a temor e a esperança dos semideuses e acabamos desenvolvendo uma forte empatia com nossos heróis, a leitura energética, fácil de ler e cheia de emoções, que é a marca do autor, nos motiva a devorar as páginas cada vez mais.


Não posso deixar de enfatizar como sempre nos livros Riordan nos dá uma aula de história e cultura, não só greco-romana mais de outras origens também proporcionando a aventura de ler muito instrutiva e recheada de informações surpreendentes, a forma como o autor encaixa os acontecimentos e personagens históricos nas mais diversas situações é de fato inefável.


Provavelmente o livro mais interessante da saga, tendo vários personagens poderosos e com personalidades e ideais bem diferentes trabalhando e lutando juntos numa missão de resgate incrível que colocará literalmente o céu abaixo.


Autor da resenha:R.N.J.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Saga O Espadachim de Carvão - Volume 2 - As Pontes de Puzur


Saga: O Espadachim de Carvão e as Pontes de Puzur - Volume 2  

Autor: Affonso Solano

Editora Leya 

Páginas: 256


O segundo livro da saga o espadachim de carvão, dando continuidade a história temos nosso protagonista Adapak que após os últimos acontecimentos, viaja no navio da capitã humana Sirara em busca da verdade sobre sua origem, mergulhado nos registros de um antigo diário descobre sobre como uma menina forçada a viajar com um famoso ladrão, são responsáveis por influenciar não só sua vida como a história de toda Kurgala.


Desta vez temos duas histórias ocorrendo em tempos diferentes, enquanto Adapak continua buscando sobre sua origem, temos uma cantora de prosa, Laudiara, que acaba tendo que viajar com um habilidoso ladrão, Puzur, que tem uma incrível habilidade, conhecido por ninguém viajar mais rápido que Puzur, consegue se locomover através de continentes e junto com Laudiara não mede esforços e faz o que for preciso para alcançar seus objetivos, ambos tem sua história narrada no passado na época em que Adapak nascera.


Vemos como ambas as histórias se conectam, mostrando como os acontecimentos vividos por Puzur irão afetar o futuro de Adapak e de toda à terra de Kurgala. Vemos como é representada a religião em Kurgala com seus templos e seus acólitos e quão cegamente o povo é devoto aos deuses que neles residem.


Diferentemente do primeiro livro, vemos uma história mais bem trabalhada que seu antecessor, a enorme quantidade de informação sobre os seres vivos, lugares e cultura era um pouco explosiva, tendo muita informação desnecessária que poderia ter sido apresentada de outra forma neste segundo livro, acaba que a história deste acaba sendo mais focada nas ações e no desenrolar da história fazendo a obra fluir melhor e respondendo algumas perguntas que ficaram sem explicação no primeiro livro.


No momento a saga não tem fim e este acaba sendo o último livro canônico lançado até o momento, tendo a mesma abordagem focada em batalhas sangrentas e esgrima, ainda sim acaba sendo uma leitura mais agradável e poética descrevendo a jornada de nossos heróis e contendo informações mais relevantes para a trama, este acaba sendo mais descritivo que o primeiro livro deixando a curiosidade aguçar na esperança do terceiro volume da saga.


Autor da resenha: R.N.J

domingo, 9 de agosto de 2020

Conclusão Resenha Especial As Crônicas de Nárnia


Pessoal chegamos ao fim do nosso especial de resenhas das crônicas de Nárnia, deu trabalho mas, sem dúvidas valeu a pena e espero que todos tenham curtido esse formato de publicação.


Escolhemos fazer esse especial para homenagear tanto a obra quanto o autor C.S.Lewis. 


Entre os leitores esse livro único com todas as crônicas sempre é citado, sempre tem alguém que diz "A esse eu queria ler pena que é muito grande" ou "Eu tenho sempre quis ler mais não tenho tempo", para alguns assusta a quantidade de páginas e informações de todo um mundo fictício que se sabe que é extenso e muito rico em detalhes, detalhes expostos e outros nem tanto, contudo uma excelente obra.


Com as resenhas espero que tenha despertado em vocês a vontade de viajar por essas páginas e descobrir mais sobre os mistérios e toda a história de Nárnia. 


Agrademos pelo apoio de todos!


R.N.J.

sábado, 8 de agosto de 2020

Resenha Especial As Crônicas de Nárnia - Volume 7 - A Última Batalha


*Resenha Especial - Sábado*

Livro: As Crônicas de Nárnia - Volume 7 - A Última Batalha

Autor: C. S. Lewis

Editora WMF Martins Fontes

Páginas: 216


Chegamos ao fim do último livro das crônicas de Nárnia, a última batalha acontece numa era em que toda a Nárnia parece coberta por trevas, Tirian o último rei de Nárnia e descendente de Caspian, tem a ajuda dos corajosos Eustáquio e Jill em sua última missão por Aslam e por Nárnia numa cruel batalha contra os calormanos, uma batalha que decidirá e colocará um ponto final em toda a história de Nárnia.


Lewis nos começa apresentando o maquiavélico macaco Manhoso, um sujeito manipulador e oportunista que ao encontrar uma pele de leão boiando num lago obriga seu amigo, se é que podemos considerá-lo amigo, o asno Confuso, um humilde, covarde e ingênuo narniano, a usar como vestimenta e se passar pelo divino leão Aslam.


Graças ao seu plano ardil, Manhoso consegue convencer os narnianos que Confuso é Aslam, mostrando a eles um falso Deus e, junto dos calormanos, estes que sempre foram inimigos de Nárnia, acaba pela sua ambição fazendo com que as crenças dos narnianos sejam testadas manchando a imagem de Aslam e instituindo uma falsa soberania.


Devido a todo plano de Manhoso temos diversos narnianos humilhados e escravizados achando que estão fazendo aquilo que Aslam desejara, mostrando como os seguidores de Aslam por mais confusos que estejam sempre se mostraram fiéis ao leão a ponto de pessoas oportunistas usarem desta crença para seu bem próprio lucrando e tirando proveito dos devotos, até tem um ponto em que é dito que Aslam e o deus dos calormanos Tash são o mesmo ser, tudo para ludibriar tanto os narnianos quanto os calormanos que haviam vindo a Nárnia, diferente dos demais guerreiros, somente para comércio e afins.


Dado toda a sequência de fatos, Tirian e seu melhor amigo Jewel o unicórnio, acabam sendo ajudados por Eustáquio e Jill que voltam a Nárnia para ajudar o rei na batalha contra os calormanos e Manhoso, dentro de toda a aventura e das diversas atrocidades que acabam acontecendo algo único que vemos é através de uma súplica que Tirian faz antes de Eustáquio e Jill aparecerem. Ele num sonho acaba pedindo por ajuda e nisso acaba tendo a visão dos sete amigos de Nárnia, Pedro, Edmundo, Lucia, Eustáquio, Jill, Polly e Digory que estavam reunidos para debater sobre suas aventuras por Nárnia, nela vemos como todos, com exceção de Susana que se afastara do grupo, estão mais velhos e estão vivendo depois que acabara suas aventuras por Nárnia.


Toda essa última aventura se passa em tempos sombrios, sendo o livro com conteúdo mais pesado e um pouco mórbido dentre os outros, temos uma Nárnia mais decadente se aproximando de seu fim, até as ações que os personagens tomam são mais severas e sanguinárias como se não houvesse esperança e sua última atitude fosse sempre desesperada e sem mensurar as consequências que as levam.


Este livro é como uma versão do Apocalipse da bíblia cristã, retratando a falta de fé, o culto a falsos deuses e tudo que levou ao fim de Nárnia, vemos o pior lado dos narnianos e como os calormanos são cruéis, vemos Tash em sua verdadeira forma e como ele é o oposto de Aslam. Quando o leão finalmente surge na história é para dar um ponto final a tudo que conhecemos durante toda esta saga, trazendo o fim de Nárnia numa das cenas mais impactantes e fantásticas de todas, sendo o exato antônimo do que ocorre no primeiro livro, o sobrinho do mago.


Aslam nos mostra por fim qual a resolução de todos seus planos, cumprindo todas as promessas que havia feito durante toda a saga de livros e nos contando tudo que se há de saber, mostrando como de fato é a verdadeira Nárnia e todos aqueles que foram merecedores de alcançá-la, durante todas as crônicas, já lá viviam plenamente.


Para conclusão de toda a saga das crônicas de Nárnia este é um dos livros mais emblemáticos, mostrando tudo de pior e melhor que a terra de Nárnia tem, mostrando quão ruim alguém pode ser e como alguns acabaram recebendo a redenção divina e ascenderão para algo além do meio físico. 


Durante toda esta jornada vemos Nárnia ir do Gênesis ao Apocalipse, do começo ao fim, de algo a nada. Uma excelente série, muito direcionada a fé na religião imposta pelo leão e seus súditos, e colocando os humanos no papel da realeza que sempre guia seu povo rumo ao amanhã, uma série de crônicas com grande imersão em seu mundo, durante toda a trajetória ouvimos histórias do deserto da Calormânia até Além-Mar depois das Ilhas Solitárias, vimos deuses e criaturas mágicas, espíritos e animais falantes, duelos e guerras, do alto das montanhas até o subterrâneo, Nárnia é uma versão paralela à Terra como a conhecemos, com suas culturas e costumes, e povos dos mais variados tipos.


Lewis com sua caprichosa escrita nos fez viajar pelas páginas, nos fazendo sentir a sensação de montar no lombo de um enorme leão, voar nas costas de uma coruja, velejar por oceanos de água doce e sentir a relva e os cheiros das florestas narnianas. Para finalizar deixo uma das frases mais impactantes desse livro nos dando a esperança de que mesmo quando tudo acaba talvez não seja o fim, mas sim, o início de algo ainda maior.


"Lembre-se de que todos os mundos chegam ao fim. E uma morte nobre é um tesouro que ninguém é pobre demais para comprar." - As Crônicas de Nárnia - A Última Batalha - C. S. Lewis.


Autor da resenha: R.N.J.

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