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terça-feira, 20 de abril de 2021

Saga Os Heróis do Olimpo - Volume 3 - A Marca de Atena



Saga: Os Heróis do Olimpo - Vol. 3 - A Marca de Atena

Autor: Rick Riordan

Editora Intrínseca

Páginas: 480


Annabeth, Jason, Piper e Leo estão chegando ao acampamento Júpiter no navio voador, Argo 2, e todos esperam que ao avistar Jason a bordo os romanos baixem suas guardas. Além de toda a tensão já existente, Annabeth tem uma missão especial a qual para realizar precisará agir sozinha, do contrário, colocará tudo a perder. Sua mãe, a deusa da sabedoria Atena, pediu que ela recupera-se algo que foi roubado e a teoria é que os romanos foram os responsáveis.


Finalmente os acampamentos gregos e os romanos vão se encontrar. Percy Jackson e Jason estavam tomando o lugar um do outro e agora já podem voltar aos seus postos, o que deixa todos apreensivos, pois não sabem como o acampamento rival os afetou. Annabeth está encarregada de recuperar um objeto de sua mãe que foi roubado há séculos e os rumores são de que foram os romanos, isso desencadeou a rivalidade entre eles e talvez recuperando o objeto os acampamentos consigam estabelecer uma união novamente.


Nesta obra temos um foco maior em Annabeth o que, para delírio dos fans, era esperado desde a saga anterior, vemos como a semideusa da sabedoria tem que usar de suas habilidades junto com os demais meio-sangues, romanos e gregos, para solucionar o problema entre os acampamentos para que assim, juntos, eles possam impedir o possível embate entre os acampamentos e Gaia de se levantar.


O terceiro livro continua com o mesmo andamento corriqueiro dos demais, com uma boa dose de aventuras, comédia e até um pouco de drama, as batalhas mais esperadas até então ocorrem em uma sequência eletrizante e o final deixa um gancho para o próximo livro com um acontecimento de tirar o fôlego.


Autor da resenha: Renato N. Jr.


terça-feira, 13 de abril de 2021

Resenha Eles não usam Black-Tie



Livro: Eles não usam Black-Tie

Autor: Gianfrancesco Guarnieri

Editora Civilização Brasileira

Páginas: 112


Eles não usam black-tie é um texto político e social com personagens marcantes e populares como Terezinha e Jesuíno que nos revelam um mundo alegre, descontraído e aparentemente feliz e, por outro lado, apresenta-se forte e densa revelando de maneira real os conflitos que atormentam personagens como Otávio e seu filho Tião. A obra ficou mais conhecida no teatro, porém, o livro também é uma produção sistemática e crítica de textos dispostos a representar as classes subalternas, com ênfase para a representação do proletariado da civilização brasileira.


A obra situa-se numa favela nos anos 50 e diferente de grandes obras em que se espera ter personagens ricos e nobres temos com protagonistas operários e moradores do morro.


A história é um choque entre pai e filho com posições ideológicas e morais completamente opostas e divergentes, o pai Otávio é um operário de carreira, idealista e cheio de convicção que batalhou muito pela sua posição e reconhecimento entre seus companheiros e sendo fortemente à favor do movimento grevista. Já Tião, que foi criado longe do morro, na cidade com os padrinhos sem conviver no mundo de luta e reivindicação da classe operária, não aderi à greve, devido achar que a mesma é utópica e inglória, ele se opõem ao pai enquanto tem que se preocupar com Maria com quem pretende se casar e que espera um filho seu.


A obra em si é curta mais bem trabalhada, explana bem os acontecimentos e mostra a realidade do povo negro que vivia nos morros e buscava seu lugar de direito na indústria e na sociedade, enquanto isso, uma nova leva de cidadãos que vive fora dessa realidade e não tem ciência do que está ocorrendo com essa classe trabalhadora, luta contra o regime.


Não só de política que se trata o livro, também mostra a vida das pessoas nas favelas em sua simplicidade, seu convívio e seus amores, uma obra reconhecida no teatro e que, em formato de livro é muito utilizada em estudos de caso em escolas, não deixando de ser uma obra bem feita e cativante para os demais leitores.


Autor da resenha: Renato N. Jr.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Autor da vez: Victoria Aveyard


•Biografia Victoria Aveyard


Victoria Aveyard nasceu em 27 de julho de 1990, em East Longmeadow, uma pequena cidade em Massachusetts, Estados Unidos.


Desde cedo Victoria demonstrou interesse por escrever, e a própria autora já chegou a dizer: "escrevo desde que fisicamente posso escrever". 


Em 2012, Aveyard se formou como roteirista pela Universidade do Sul da Califórnia. Em um encontro de alunos da universidade, professores a encorajaram a passar suas ideias para o papel, e aos 21 anos, Victoria começou a escrever seu primeiro livro.


Em 2015, Victoria Aveyard publicou seu primeiro livro entitulado "A Rainha Vermelha", a história fez tanto sucesso que venho a ser nº 1 no New York Times.


Atualmente, Victoria Aveyard mora em Los Angeles, California.


Post: Thiff (@thifnaufel )


(📷: Internet)

terça-feira, 30 de março de 2021

Resenha Pavilhão 9: Paixão e Morte no Carandiru



 Livro: Pavilhão 9: Paixão e Morte no Carandiru

Autor: Hosmany Ramos

Editora Geração Editorial

Páginas:280


Neste livro de contos e relatos temos os mais polêmicos personagens com histórias de vida marcantes e relatos de atrocidades e crimes cometidos dentro da Casa de Detenção, Complexo do Carandiru em São Paulo, mais especificamente o Pavilhão 9 onde ocorreu o famoso massacre de 111 detentos em 1992, com tantos relatos não se sabe onde começa a ficção e termina a realidade.


A obra é dividida em capítulos, cada um com uma história diferente, sendo todos eles casos criminosos de detentos do Pavilhão 9. As histórias abordam todo tipo de crime, tortura, abuso sexual, assaltos e assassinatos.


O fato interessante é tentar descobrir se os relatos são verídicos ou ficcionais, mas, em todo caso, é inegável o fato de serem no mínimo curiosas, o jeito como o autor nos coloca no lugar do personagem no intuito de descobrir suas ambições e motivos de cometer tal ato é bem diferente de um livro com tema policial ou terror.


É um livro com um conteúdo pesado, para mim me interessa mais entender as emoções que os detentos transmitem ao narrar suas histórias do que o crime em si, que claramente é deplorável, uma obra de fácil leitura, mas que, precisa ter um estomago forte para digerir todo seu conteúdo.


Autor da resenha: Renato N. Jr.


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